20/12/2014 | Tempo: Min: C / Max: C
Polícia
 
Preso pelo sequestro e morte de mulher de Votuporanga conta detalhes do crime
23/12/2012 - as 15:34:00
Votuporanga - A população de Votuporanga está comovida com o rapto e assassinato de Érica Diogo de Oliveira Guilherme, 33 anos, no último dia 20. Ela é mulher de um empresário do ramo de joalheiro e saiu de casa sozinha para fazer compra em um supermercado. Quando colocava quatro cestas natalinas e uma embalagem de sabão em pó no porta-malas do carro, no estacionamento do supermercado, foi dominada pelo criminoso armado com uma faca. Em entrevista de vídeo ao site www.votuporangatudo.com.br, Wilson Aparecido Rodrigues, 49 anos, admite ter assumido o volante do carro, levado a vítima até Valentim Gentil, depois seguido para Cardoso, onde esfaqueou a mulher três vezes e a jogou da ponte do córrego Tomazinho, no acesso da cidade.

Desde o desaparecimento de Érica, equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Votuporanga passaram a autuar com a suspeita de seqüestro. Imagens gravadas pelo circuito de segurança do supermercado foram fundamentais na identificação do autor. A reportagem do Votuporangatudo acompanhou o desenrolar de toda investigação comandada pelo delegado João Donizete Rossini e capitão da 3ª Cia, Edson Fávero. O site divulgou apenas conteúdo de interesse da investigação. Além do material veiculado no site, as imagens com “efeito viral” na fan page Facebook/Votuporangatudo se espalharam rapidamente em milhares de “compartilhamentos” nas redes sociais.

Foram essas imagens, principalmente os vídeos, que motivaram a identificação do acusado. “Ele (o criminoso) foi reconhecido por um morador de Cardoso”, disse um policial que participou da investigação. Além da ajuda da mídia, a prisão foi resultado da intensa investigação de campo de agentes da DIG, da Delegacia de Cardoso e da atuação do Setor de Inteligência da Polícia Civil de Votuporanga. O trabalho conjunto resultou também na localização do carro e do celular da vítima, em Fernandópolis, e da carteira roubada da mulher e jogada no lixo do terminal rodoviário de Votuporanga. Wilson foi preso por policiais civil de Cardoso, quando tentava fugir da cidade. Ao chegar na delegacia ele falou com a reportagem do www.votuporangatudo.com.br. Leia abaixo entrevista na íntegra:

Votuporagatudo - Como foi que você fez isso (seqüestro). Porquê?
Wilson – Eu tava sem dinheiro...
Votuporagatudo -Então você queria dinheiro. E o carro?
Wilson – É...
Votuporagatudo - Depois que você “ a pegou” no supermercado, o que fez?
Wilson – Aí levei até Valentim (Gentil), abasteci o carro e peguei a carteira dela.
Votuporagatudo - Pra onde você a levou, depois?
Wilson – levei lá pra ponte (local onde corpo foi encontrado).
Votuporagatudo -E aí?
Wilson- Aí...aí eu (gesticula com os ombros, sem sentido)
Votuporagatudo - Onde você a esfaqueou? Wilson – Aqui (mostra a região da barriga)
Votuporagatudo – Qual o lugar, em que cidade?
Wilson – Aqui mesmo, em Cardoso. Votuporagatudo - Foi lá na ponte? Wilson – Foi...
Votuporagatudo - E depois...? Wilson – Aí fui pra Fernandópolis.
Votuporagatudo - Você foi de carro, pela rodovia ou estrada de terra?
Wilson - Fui pela rodovia.
Votuporagatudo - E como você voltou pra Votuporanga, depois?
Wilson – Voltei de ônibus.
Votuporagatudo - Onde você deixou a carteira dela?
Wilson – Lá, na rodoviária.
Votuporagatudo - Onde?
Wilson – Na rodoviária de Votuporanga, dentro de um cesto de lixo.
Votuporagatudo - Qual o horário que você chegou em Votuporanga?
Wilson -...(pensando)... umas dez e pouco.. Votuporagatudo - Da noite?
Wilson – não, da manhã.
Votuporagatudo - Que dia, hoje (22/12)? Wilson – não...da manhã..., ontem.
Votuporagatudo - Quando você a viu, o te levou a raptá-la?
Wilson – Ela tava sozinha. Eu sem dinheiro. Pensei que ela fosse me dar dinheiro...
Votuporagatudo - Qual foi a reação dela (da vítima), naquele momento?
Wilson – Ela não queria me dar dinheiro. Falou que não tinha...(resmungo)...aí me deu carteira com dez reais.
Votuporagatudo - Você abusou dela? Wilson – Não, não.
Votuporagatudo - Por quê você amarrou as mãos dela?
Wilson - ...a mão dela...(pensando)...foi pra ela não pular...
Votuporagatudo - Quando a amarrou, em que cidade estavam?
Wilson – Em Cardoso. Antes de chegar na ponte...
Votuporagatudo - Quando você a jogou da ponte, ela estava com vida? Wilson – Estava viva.
(José Luiz Lançoni)
banco de imagens
sua opinião
rodape