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Polícia
 
Casal reage e mata acusado de assalto em Mirassol
20/10/2010 - as 08:06:00
Sérgio Menezes/Álbum de família
Mirassol - Um casal de namorados reagiu a um assalto e matou o agressor, na noite de anteontem, em Mirassol.

O marceneiro Admilton Ferreira de Carvalho, 35 anos, condenado a 14 anos de prisão por assassinato, em 2002, morreu com pauladas na cabeça.

O escriturário R.J.S.C., 35 anos, e a balconista V.C.P., 21, segundo a polícia, conversavam dentro do carro, em rua escura, quando foi surpreendido por Carvalho.

Os dois teriam permanecido como reféns durante uma hora e o escriturário obrigado a dirigir o veículo com uma faca encostada no pescoço.

Em um terreno abandonado na avenida Eliezer Magalhães, no bairro Alvorada, Carvalho teria tentado estuprar a mulher e obrigado o namorado dela a cheirar cocaína.

De acordo com a versão apresentada à polícia pelo casal, o acusado bateu no vidro já com a faca em punho e com um capuz na cabeça, entrado no banco de trás e determinado que saíssem dali.

Em seguida, circularam por algumas ruas escuras do bairro e pararam perto de uma subestação de energia elétrica da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) - um ponto ermo, entre Mirassol e Rio Preto.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Júlio César Bueno Valle, o acusado obrigou os dois a descerem do automóvel e mandou que retirassem as roupas.

“O jovem se recusou e pediu para ele (o acusado) não agredir a namorada. Nesse instante foi esfaqueado na barriga”, disse Valle.

Ao ser esfaqueado, o escriturário se ajoelhou e conseguiu pegar um pedaço de pau no chão e partiu para o ataque.

A paulada acertou a cabeça de Carvalho que, mesmo ferido, teria dado outros golpes de faca na vítima. A jovem ajudou o namorado e também, conforme a polícia, deu pauladas contra o agressor.

O acusado ficou caído no chão e as vítimas fugiram. Eles pediram ajuda à Polícia Militar pelo celular e indicaram o local do crime. Os policiais encontraram Carvalho já sem vida. O casal foi medicado no Pronto-Socorro de Mirassol e transferido para o Hospital de Base, em Rio Preto.

Os dois tiveram ferimentos leves, foram liberados e passaram por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) ontem.

O delegado disse que um inquérito investiga as circunstância do roubo e do homicídio.

Se os laudos periciais comprovarem que eles agiram em legítima defesa serão isentos de pena. “A defesa é excludente da punibilidade”, afirmou Valle.
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