Segunda, 26 de Julho de 2021

Expô caminha para o mesmo destino da Facip de Jales

05/04/2013 as 11:20 | | Da Redaçao
Quem não se lembra daquele comercial de TV sobre o shampoo Denorex? Parece remédio, mas não é. Realmente, a política em Fernandópolis parece brincadeira, mas não é. Tudo gira em torno de vaidades, principalmente quando o assunto é Expô.

O problema parecia ter acabado, ai vimos que não. Um novo capítulo é escrito, de última hora, diante do confronto com aquilo que havia sido acordado. A comparação é simples: a Expô 2013 está caminhando para o mesmo destino ocorrido com a Facip, no município de Jales.

A Lei aprovada em Fernandópolis foi um modelo importado do município vizinho. O texto e as ideias são de um mesmo agente político que transita dentro da sigla partidária que elegeu a atual prefeita, Ana Bim, e a prefeita de Jales, Nice Mistilides. Na há diferença entre os dois municípios, são apenas separados por uma distância de aproximadamente 30 quilômetros e uma Estrela no meio.

Tudo na Expô está seguindo o padrão básico ocorrido com a Facip de Jales. Falta de tempo hábil para realização e contratação de serviços para realização da festa. A única diferença é que até agora Ana Bim não pediu autorização da Câmara para investir dinheiro público no recinto de Exposições. Também não há diferença entre os presidentes das festas, Pedro Callado (Jales) e Renato Colombano (Fernandópolis). Ambos são e serão vítimas de impasses políticos.

Ainda não deu para entender como a festa de Fernandópolis será realizada. Não existem aberturas de licitações, pregões ou cartas convites para contratação de empresas que atuarão na reforma e manutenção do recinto, como manda a Lei recém-aprovada. Tudo tem que ser licitado: palco de shows, parque de diversões, cerveja e até o preço do metro quadrado do adesivo publicitário.

O que se sabe é que há contratos verbais assegurando os shows pré-anunciados pela comissão organizadora e no papel nada está concreto. O que está sendo feito é totalmente fora daquilo que está previsto em Lei. Tudo tem que ser às claras!

Na realidade a prefeita não queria e não quer fazer a festa. Somente voltou atrás de sua decisão depois que um grupo de empresários anunciou que faria uma festa completa, sem dinheiro público, e até com dia gratuito à população de Fernandópolis e região.

Por motivos pessoais e políticos a prefeita de Fernandópolis mantem uma guerra política com seu antecessor e prega uma paz falsa. Para que a paz aconteça o exemplo tem que vir primeiro dela.

O ódio e rancor, por parte de Ana Bim, são claros, vistos a olhos nus. Já não sabemos quantas reuniões aconteceram para que tudo se acertasse entre a comissão da festa e o empresário Gutinho Sisto, mas a decisão final sempre foi da prefeita, que tira a autoridade de Colombano e veta a participação do Bartô.

Se não bastasse isso, ela cancelou a contratação do narrador de rodeio, o fernandopolense Luciano de Oliveira, por “picuinhas políticas”, além de outros que não vem ao caso agora. Ana Bim deveria ser a presidente da festa e assumir toda a “bucha” e possíveis prejuízos que possam ocorrer. Ela sabe que se assim fizer, responderá pelos seus atos.

O presidente da Câmara Municipal de Fernandópolis, Francisco Arouca, sabe muito bem da dificuldade. Ele mesmo intermediou um possível acerto entre a Expô e o Bartô e ainda foi mal interpretado. A resposta de Ana Bim foi sempre um “não”.

A possível estratégia de Ana Bim pode ser igual a que foi pleiteada na Facip. Para contratar serviços sem licitação ela deve mandar um novo projeto para Câmara e esperar que os vereadores aprovem a utilização de uma entidade com CNPJ que não seja da Prefeitura, assim justificando as contratações em carácter emergencial, nos mesmos moldes que ocorreria em Jales.

Ela tem a certeza que a Câmara não aprovará tal mecanismo e pela segunda vez, anunciará o cancelamento da Expô e a prorrogação da data, alegando falta de tempo para licitar os serviços necessários para realização do evento. Ana Bim colocará a culpa no Legislativo para tentar , mais uma vez, induzir a população que os “malvados” foram os vereadores.

Temos tantos exemplos nisso que podemos até citar uma possibilidade de que a festa seja gerenciada por uma comissão, empresa ou entidade. Se isso acontecer, o agente responsável ou presidente assumirá, por conta e risco, os erros, danos materiais e financeiros, caso o evento não seja um sucesso.

Fica a pergunta no ar: Como uma cidade vai para frente se o seu principal líder ainda guarda rancor políticos e indefere uma união pregada pelo vereador Francisco Arouca Poço? De quem é a culpa? Da prefeita ou dos assessores?

Ironicamente a errada não é ela. Seria a imprensa, os vereadores e o ex-prefeito Vilar? A final de contas, precisa-se culpar alguém.

Qual a diferença política entre Fernandópolis e Votuporanga? A resposta está apenas no diálogo.
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