Domingo, 25 de Julho de 2021

Morre com difteria menino não vacinado por decisão dos pais

28/06/2015 as 20:00 | Mundo | Da Redaçao
Uma criança de seis anos, primeiro caso de difteria em Espanha desde 1987, morreu após um mês de luta contra a bactéria e de polêmica sobre a vacinação, já que o menino não estava vacinado, foi hoje anunciado.

O anúncio foi feito hoje pelo Hospital de Vall d`Hebron de Barcelona, onde a criança estava internada com difteria desde o fim de maio. O tratamento foi adiado devido à dificuldade de encontrar a antitoxina na Europa, finalmente fornecida pela Rússia. Nove crianças e um adulto que se relacionaram com a criança foram contagiados, sem no entanto desenvolver a doença, já que todos estavam vacinados, segundo os serviços de saúde da Catalunha.

A recusa dos pais em vacinar a criança por receio dos efeitos secundários relançou a polêmica sobre os riscos das vacinas e a ausência de vacinação. "Lançamos um apelo aos pais: que vacinem os seus filhos", declarou sábado o responsável da saúde da região da Catalunha Boi Ruiz, durante uma conferência de imprensa. "Não há risco zero. Mas o que não se pode fazer é utilizar o fato de não haver risco zero para criar medo nos pais em relação às vacinas", acrescentou. "Acontecer uma coisa destas num país onde o acesso à vacinação é um direito gratuito e universal deve, enquanto sociedade, fazer-nos refletir", acrescentou, salvaguardando que o nível de vacinação é "muito alto" na Espanha.

Na França, uma nova polêmica surgiu com a morte de um bebê de sete meses que tinha recebido a injeção de duas vacinas contra a tosse convulsa, a hepatite B, a poliomielite, o tétano e a difteria. Uma petição lançada por um especialista em câncer, Henri Joyeux, assinada por mais de 500 mil pessoas e criticada pelas autoridades francesas, denunciou a falta de vacinas diferenciadas e o perigo de uma nova vacina mais cara do que as antigas que protege de uma só vez contra seis doenças, mas que contém -- segundo o especialista - "substâncias perigosas".

A taxa de vacinação de crianças contra as doenças difteria-tétano-tosse convulsa é de 84% a nível mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde.
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