Sexta, 12 de Julho de 2024

REDES SOCIAIS: mundo real X mundo ideal e função da frustração

07/07/2024 as 09:22 | Fernandópolis | André Marcelo Lima Pereira
Na atualidade, as redes sociais se integraram à vida cotidiana dos homens em todo o mundo. As plataformas online revolucionaram a forma como as pessoas se comunicam, compartilham informações e interagem umas com as outras. Certamente foi o Facebook, na aurora dos anos 2000, que alimentou as redes sociais com seu expressivo papel na formação de relacionamentos, na disseminação de ideias, no compartilhamento de informações de modo instantâneo e mesmo no ativismo político. A influência das redes sociais trouxe para a sociedade contemporânea desafios, benefícios e, contraditoriamente, amplas implicações em todo o espectro das atividades humanas (Machado; Silva; Maia, 2015).

Entre esses desafios, destacam-se: amplitude das redes sociais, conectividade e interação social, acesso à informação, formas de empoderamento e ativismo, privacidade e segurança, desafios e preocupações que produzem impactos (positivos e negativos) no indivíduo e em todo o tecido social, indistintamente (Souza; Moraes, 2021), como o empoderamento, a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, favorecidos pela inclusão digital (Amadeu; Silva; Manochio-Pina, 2022). Na atualidade, a internet, tendo como importante componente as redes sociais, está presente nas escolas, faculdades, comércio, empresas e diversos locais, ou seja, na vida cotidiana dos brasileiros que a utilizam em larga escala (Labadessa, 2012).

A amplitude e diversidade de abordagens das redes sociais e suas interações no cotidiano são pontos fortes de seu uso: política, economia, poder e competência informacional (Ângelo, 2016), mobilização e interlocução em movimentos sociais, organização de ações coletivas no ciberespaço, campanhas (Tavares; Paula, 2015), fake news, e-commerce, cancelamentos, culto às celebridades, ética nas redes, e-sports, novas formas de jornalismo, publicidade e relações públicas, saúde – de tudo um pouco passa pelo crivo dos usuários dessas redes (Tesserolli; Lacerda, 2020).

A conectividade e a interação social sobressaem nas redes sociais, conectam pessoas de diferentes regiões do mundo, ultrapassa barreiras geográficas e culturais. As redes sociais possibilitam a amigos, familiares e desconhecidos a comunicação instantânea, simultânea, o compartilhamento de experiências e manutenção regular de contatos. A conectividade fortalece laços sociais e a promoção de um senso de comunidade global (Santos; Cypriano, 2014), oportunizam às pessoas que se conheçam e conheçam novas pessoas, interajam, ampliem redes profissionais e descubram interesses comuns. Para as empresas, as redes sociais possibilitam manter um laço mais próximo da marca com o público, desenvolvem maior capacidade de relacionamento, novas formas de comunicação e possibilitam um feedback para traçar metas (Castro; Lopes; Porto Júnior, 2019, p. 125).

As redes sociais proporcionam acesso rápido à informação em âmbito mundial e interações/trocas de opiniões entre pessoas e organizações (Labadessa, 2012). Superam os limites de tempo e de espaço, facilitam comodidade, conforto, convivência e custo, amplitude de acesso, dá oportunidades a vozes minoritárias ou excluídas. Estimulam o filtro da veracidade e confiabilidade das informações pelos usuários, o pensamento crítico, discernimento, avaliação e julgamento (Silva; Ribeiro; Silva Filho, 2018). Para as empresas, quando bem utilizadas, são ótima ferramenta de comunicação organizacional (Castro; Lopes; Porto Júnior, 2019).

As redes sociais são plataformas poderosas à defesa de causas sociais. Transformaram a comunicação social, afetaram os modos de agrupamento, difundiram pontos de vista, favoreceram e viabilizaram o empoderamento das minorias (Busch; Almeida, 2019). Pelas redes, os movimentos sociais mobilizam milhões de pessoas, disseminam mensagens rapidamente e permitem que demandas sejam ouvidas em escala global (Silveira; Braga; Penteado, 2014).

Em ambientes virtuais, os usuários programam as regras de privacidade e representa o que revelar de pessoal para o público (Labadessa, 2012). Privacidade e segurança são questões centrais nas redes sociais em que os usuários podem compartilhar informações pessoais – o que levanta preocupações quanto ao seu uso ilícito e violações. Há, pois, necessidade de os usuários gerenciarem sua privacidade nesses ambientes. Balbino et al. (2021) aventam alguns problemas de privacidade e proteção dos dados na internet e redes sociais: interação fraca em qualidade, falta de clareza na aplicação das leis, falsa ideia de anonimato, publicidade nas redes, risco de autoexposição e exposição de conteúdos pessoais a desconhecidos, lacunas nas políticas de proteção de dados em redes sociais. Para neutralizar esses riscos, é fundamental que as plataformas implementem medidas de segurança e educação de usuários sobre importância de proteger informações pessoais (Wimmer, 2021).

Embora as redes sociais aportem benefícios significativos, há que se reconhecer a existência de desafios e preocupações associados a seu uso. O vício em redes sociais e seus malefícios, v.g., podem afetar negativamente a saúde mental e emocional dos usuários, infundindo problemas como ansiedade, depressão e isolamento social (Souza; Cunha, 2019; Melo et al., 2023).

A ampliação das interações entre os humanos instigou, paradoxalmente, as “relações de comunhão e conflito, haja vista que, numa sociedade plural e democrática, se deva preservar a convivência pacífica entre visões diferentes de mundo” (Quadrado; Ferreira, 2020, p. 420). A par da mobilização para a compreensão dos valores como tolerância com as diferenças e respeito às liberdades e garantias individuais, assiste-se a contendas profundas, à barbárie em vez da civilidade (informações falsas, protestos, enfrentamentos, posicionamentos ideológicos antagônicos extremados), embora as redes sociais devessem constituir espaços de discussão alternativos a outras mídias como jornais, revistas, rádio e comunicação televisiva, e suplantar as divergências e os interesses de uma classe hegemônica.

A internet e as redes sociais acumulam, sucessiva e progressivamente, todos os tipos de dados pessoais de indivíduos e exercem grande influência no cenário econômico e cultural da sociedade. Requerem, pois, regulamentação de uso de dados para garantir a privacidade dos usuários (Lima; Gonçalves; Costa, 2023). O resultado dessa demanda produziu a Lei n° 13.709, de 14 de agosto de 2018, ou Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Brasil, 2018), com base em dez princípios (CIEB, 2020):

a) finalidade: dados elaborado para uma finalidade específica;

b) adequação: compatibilidade entre tratamento dos dados pessoais e finalidades;

c) necessidade: tratamento limitado ao necessário à realização de suas finalidades;

d) livre acesso: assegura a consulta facilitada, livre, irrestrita e gratuita sobre as formas e duração das operações realizadas com dados pessoais;

e) qualidade dos dados: garantia de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados pessoais;

f) transparência: informações claras, precisas, facilmente acessíveis acerca do tratamento e seus respectivos agentes;

g) não discriminação: não tratar os dados pessoais para fins discriminatórios, ilícitos, de qualquer tipo segregação;

h) segurança: medidas técnicas e administrativas de proteção aos dados pessoais contra acessos não autorizados ou ilícitos;

i) prevenção: medidas para prevenir danos em virtude do seu tratamento;

j) responsabilização e prestação de contas (accountability): medidas eficazes que comprovem o cumprimento e a eficácia das normas de proteção de dados pessoais.

A informação e o conhecimento dimensionados pelo avanço das tecnologias da informação e comunicação transformaram as sociedades e geraram oportunidades para a construção de um mundo mais igualitário, com educação de qualidade, inclusão, paz e desenvolvimento sustentável (CIEB, 2020). No entanto, o acesso a múltiplas informações e o compartilhamento de conteúdo (mensagens de texto imagéticas, vídeos, links etc.) geraram impactos e desafios aos usuários e alteraram as relações humanas, influenciando estados emocionais e a saúde mental (Souza; Moraes, 2021). Recuero (2009) aduz que a internet também proporciona a distância e com flexibilidade, a criação e manutenção de laços sociais dispersos espacialmente.

Entre os impactos positivos das redes sociais podem ser arrolados:

a) conexão entre pessoas em ambientes virtuais: amigos, famílias, pessoas novas ou de mesma área de atuação, networking etc. (Ferreira, 2011);

b) estreitamento de laços: contato com amigos (atuais e antigos), colegas de trabalho e conhecidos; amplia relacionamentos, fortalece laços, reduz sensação de isolamento (Labadessa, 2012);

c) democratização do acesso à informação: as plataformas como fonte de informações e notícias, compartilhadas rapidamente, acessíveis a um público global (Ferreira, 2021);

d) autonomia para produção de conteúdo: estímulo à criatividade (Fialho; Sousa, 2019);

e) sensibilização ética para causas sociais: conscientização sobre questões sociais e ambientais, campanhas e programas de saúde pública e mobilização das pessoas para causas importantes (Fisher et al., 2018; Severo et al., 2019);

f) negócios e empreendedorismo: redes sociais como poderosas ferramentas de marketing, publicidade e fixação de marca, interações com potenciais clientes e divulgação de portfólios profissionais (Canto; Corso, 2017; Vassão et al., 2023);

g) saúde e bem-estar: informações úteis, apoio emocional e redes de apoio, prevenção, tratamento de doenças, estilos de vida saudáveis, enfrentamento de riscos e vulnerabilidades, resiliência (Juliano; Yunes, 2014; Azevêdo; Silva; Reis, 2019).

Na interface dos benefícios, a incorporação de tecnologias da informação e da comunicação na saúde “configura uma ferramenta capaz de potencializar a promoção, o bem-estar, a assistência e o cuidado à saúde. As ferramentas tecnológicas possibilitam a proximidade do usuário com o profissional, a agilidade de procedimentos e o monitoramento da saúde à distância” (Melo et al., 2023, p. 2194).

A rapidez com que circulam as informações e o alcance de notícias idôneas pelas redes podem impactar positivamente o cuidado, a promoção da saúde no cotidiano de usuários e famílias, recuperação, prevenção de riscos e agravos por ações que antecipem o progresso da doença, controle de sua instalação e transmissão, redução de riscos ou agravos específicos. Para Azevêdo, Silva e Reis (2019), a promoção da saúde pelas redes sociais ultrapassa a relação biomédica saúde/doença, envolve ações geradoras de qualidade de vida e a forma como os pacientes lidam com a doença, produzem a autogestão da doença e novas formas de socialização dos pacientes com outros pacientes e com o sistema de saúde.

As comunidades virtuais de pacientes se habilitam a desenvolver maior literacia em torno da saúde, oportunizando o empowerment dos doentes e de um sistema de saúde centrado nos doentes (Kleba; Wendausen, 2009). Esse processo de empoderamento favorece a ressignificação das habituais relações sociais entre os agentes do sistema de saúde, revisando papéis e sentidos para maior participação dos enfermos. Internet e redes sociais potencializam o engajamento de indivíduos com doenças crônicas em ambientes virtuais e influenciam positivamente a adesão, a comunicação interativa, a provisão de informação, a democratização e a resiliência (Cunha; Coelho, 2014). Juliano e Yunes (2014) destacam a resiliência estimulada pelas redes sociais como a capacidade de as pessoas resistirem a dificuldades e superarem situações adversas e vulnerabilidades, promovendo uma construção conjunta de soluções e empoderamento de grupos sociais e gerando transformações positivas decorrentes de vivências comunicadas.

As redes sociais podem produzir impactos na saúde mental, no comportamento de seus usuários, nas relações sociais e em todas as dimensões da vida pessoal e coletiva, naturalizando comportamentos (Souza; Moraes, 2021). Exemplo é a busca de corpo ideal que vai além de um corpo visível, como uma ficção científica que transforma a imagem humana nas redes sociais (Rigoni; Nunes; Fonseca, 2017). Neste sentido, observa-se o império do culto ao corpo com forte expressão hedonista, sobretudo entre as mulheres: visando atender às “necessidades de enquadramento social, a sociedade recorre a tratamentos, dietas, ginásticas entre outras coisas em busca de reconhecimento social” (Yunes; Rosa; Taschetto, 2019, p. 279).

As redes sociais podem incidir em padrões antagônicos de comportamento como: intimidade versus exposição, autonomia x tecnologia, vigilância consentida x liberdade. Incentivam o consumo da exposição e a própria exposição, o desejo de ser visto (“curtido, seguido”), a exagerada preocupação com os novos padrões estéticos impostos pela sociedade (ou grupos sociais e culturais) carregados de estereótipos da modernidade por via de influenciadores midiáticos (Yunes; Rosa; Taschetto, 2019). Intensificam a dependência da própria imagem, consomem tempo na manutenção de uma imagem atraente ou de um perfil vendável no mundo virtual e impacta no tempo destinado a executar outras tarefas
A saúde mental, em todas as instâncias, é a dimensão humana mais afetada pelos repercussões das redes sociais, dentre as quais se acham o aumento da ansiedade, depressão, dependência, agressividade e intolerância, queda de humor, bem-estar e constituição da autonomia (Souza; Cunha, 2019). Para os jovens, a exposição constante ao mundo virtual reverbera diretamente na saúde mental, na forma como eles se percebem, interagem e se conectam com a vida, com os outros e com o ambiente em seu entorno (Comin; Sores; Mombelli, 2024).

As pessoas dependentes consomem mais tempo acessando as redes sociais do que com atividades cotidianas, momentos de lazer e descanso, e acabam em um ciclo vicioso (Souza; Cunha, 2019). A dependência requer cobranças exageradas por boas postagens (fotos, ilustrações etc.) e investimentos para acompanharem padrões estabelecidos nessas redes sob a sensação de que a vida dos outros é fantástica, diferente de suas próprias: o impacto das plataformas digitais ultrapassa a mera interação social e avança sobre a psique do usuário de formas complexas e, muitas vezes, negativas (Cerdeira; Ribeiro, 2022; Costa; Petrich, 2023).

Silva et al. (2019) e Silva (2021) corroboram o surgimento de diversas doenças associadas ao acesso constante às redes sociais. Estresse, síndromes tecnológicas como nomophobia, síndrome do toque fantasma, efeito Google (confiança em encontrar tudo na internet, preguiça para memorização, diminuição da capacidade de reter informação) e cibercondria (vulnerabilidade a todas as doenças vistas na internet) estão associados ao uso desmedido das novas tecnologias e das redes sociais, ou ao tempo exagerado gasto no uso da Internet, que torna as pessoas mais impacientes, impulsivas, dispersas e esquecidas. Nas empresas, o uso excessivo das mídias pode afetar negativamente a produtividade do funcionário.

Apesar de as redes sociais permitirem maior conexão e relacionamento de pessoas das mais variadas origens e personalidades, também suscitam isolamento social, sentimento de solidão e perda de vivências e acontecimentos significativos, sem aproveitar a fase atual da vida, (Fonsêca et al., 2018; Kusumota et al., 2022). De modo semelhante, ao se conectar por tempo dilatado às redes sociais, o usuário pode sentir pressão a estar sempre disponível diante da quantidade de informações, notícias, opiniões etc., restando-lhe a sensação de não ser produtivo, de buscar efetividade e “ser útil para alguma coisa” diante do sucesso alcançado pelos outros.

A constante conexão com as redes virtuais impacta a relação que o sujeito estabelece com seu próprio corpo, criando, sob influência da mídia e redes sociais, obsessão pelo corpo perfeito (cultura da estética corporal perfeita), bem torneado, cobiçado (Lira et al., 2017) – uma vitrine virtual a exibir corpos e personalidades “perfeitas” (Souza; Cunha, 2019). A imagem do corpo construída na mente, as percepções, sentimentos e pensamentos relacionados ao próprio corpo seguem influenciados por valores contemporâneos de estética corporal (Silva; Japur; Penaforte, 2020). É frequente, por isso, a sensação de ‘falsa felicidade’ (e frustração) esculpida nas redes sociais, em que os sujeitos expõem somente o que querem que os outros vejam em busca da fama virtual. As constantes imagens de corpos torneados e estilos de vida saudáveis de outras pessoas percorrem um caminho perigoso: quando se assume o mundo da aparência como padrão, alimenta-se a baixa autoestima e se fragilizam as relações interpessoais e a relação com o próprio corpo (Silva, 2021). Não alcançar o ideal de corpo veiculado nas redes sociais pode significar fator de insatisfação e frustração: eclodem sentimentos de inveja e raiva por não se viver uma realidade feliz e perfeita como a da propagada (Lira et al., 2017).

Além disso, o compartilhamento de milagrosas dietas alimentares da moda, restritivas, na ânsia de conquistar determinado padrão ou buscar emagrecimento imediato com fins estéticos, e cirurgias mágicas para desenho de um figurino e da constituição obsessiva do corpo ideal (Faria; Almeida; Ramos, 2021) podem resultar em transtornos alimentares e psíquicos. Esse comportamento, identificado como cyberbullying, traz consequências deletérias observadas, entre outros cometimentos, na constituição da personalidade, distúrbios na saúde mental (transtornos mentais), violência verbal (psicológica) ou física motivada por preconceito ou estereótipos (Schreiber; Antunes, 2015). O cyberbullying tem diversos impactos negativos na saúde mental da vítima: fobia social, redução de autoestima, prejuízo nos relacionamentos, distúrbios alimentares, transtorno de pânico, risco aumentado para abuso de substâncias psicoativas, desenvolvimento psicossocial de sintomas de ansiedade/depressão, agressão entre pares e, nos casos mais graves, propensão ao suicídio (Wendt; Lisboa, 2013; Souza; Cunha, 2019).

Ainda podem ser alinhados outros impactos negativos resultantes do excessivo uso de redes sociais: propagação de fake news, vício em ambientes virtuais, prejuízo à boa distração, ao desempenho profissional e estudos, invasão da privacidade e ampliação de divisões políticas e sociais pela exposição a opiniões, com enfraquecimento do diálogo construtivo (Ferreira; Lima; Souza, 2021; Costa; Petrich, 2023; Maia; Vaz, 2023).

Não existe nada mais frustrante do que confrontar a distância entre o real e o ideal. Há uma idealização do real (viagens, aprendizados, encontros felizes, corpos esculturais etc.) cristalizada nas redes sociais. Mas, quanto maior a distância entre os mundos real e ideal, maior é a sensação de desamparo e frustração, maiores os prejuízos à saúde mental e maior a infelicidade (Vasconcelos, 2013). Apesar da frustração, ama-se o ideal por entretenimento, por contemplação inútil, mas irresistível. Pensar “como seria bom se fosse assim” conforta o interior, dá satisfação. Não importa se, racionalmente, se sabe que algo nunca acontecerá. O ideal acaricia, o real é áspero, duro. O ideal é abrigo, abraço, conforto, sensação de acolhimento; o real não oferece fuga possível embora envolva todas as dimensões da vida.

As mídias sociais expõem esse confronto entre ideal e real. Uma dicotomia. Mas é difícil, em muitas ocasiões, aceitar o real, e as relações humanas são um campo vasto de encontros e, contraditoriamente, de desencontros, perdas e sepultamentos (Noronha, 2015). As redes sociais oferecem a suposta materialização de sonhos como uma viagem perfeita, um destino ideal realizado. Este ideal ilusório criado pelas redes sociais naufraga diante do existir real. As redes sociais podem expor o ideal e ocultar o real, mas nunca lhe negar a existência real. Neste ambiente de falsificações e cenários imaginários, o real, quando aparece, vem maquiado, descolorido ou artificialmente colorido, como se o ser humano estivesse vestido para cenas utópicas, fantásticas, disfarçado em sorriso de palhaço vertendo lágrima: uma alegria esfuziante diante da frustração severa. O combate entre ambos (ideal e real) encerra-se na tragédia real da condição humana contra as fantasias ambicionadas.

Quando se exercita o ideal, nega-se a vida, propende-se à frustração; quando o ideal se corporifica, habita-se a dimensão do futuro e fecham-se os olhos para o mundo real: uma utopia ou desencanto? Soares (2017, p. 2) responde: o desencanto e a desilusão, que parecem destruir o espírito utópico, são contrapontos que nutrem a utopia: “utopia e desencanto, mais do que contrapor-se, têm de sustentar-se e corrigir-se reciprocamente. [...] O desencanto que corrige a utopia reforça o seu elemento fundamental, a esperança”, nascida de uma visão de mundo tranquilizadora e otimista que, no entanto, lacera a existência vivida e padecida de forma desnuda.
Lidar com a frustração que se acumula dia após dia com o uso constante das redes sociais pode constituir um desafio, mas também um benefício. Lidar com a frustração força a busca por formas saudáveis de expressar emoções e recuperar o equilíbrio interior perdido no confronto entre ideal e real, melhora a autocompreensão, desenvolve a resiliência, ajuda a selecionar atividades que aliviam o estresse como praticar técnicas de relaxamento (meditação, ioga) e desenvolver habilidades de enfrentamento eficazes para superar desafios presentes e futuros (Borges, 2019).

A frustração faz parte da inteligência emocional (Woyciekoski; Hutz, 2009) e se manifesta quando não se atinge uma expectativa, uma aspiração/desejo ou uma demanda considerada exorbitante (Faiad; Pasquali; Primi, 2017). Frustração é característica individual geralmente vinculada a aspectos da saúde do indivíduo; é uma resposta emocional à oposição, embora possa estar ligada a outros sentimentos como raiva, decepção, tristeza e aborrecimento.

Embora seja sentimento decorrente de fracasso, a frustração é importante, ou mesmo necessária à constituição psicológica das pessoas. Considerando-se níveis suportáveis de frustração, a falta, a carência ou a desilusão se associam à aquisição e desenvolvimento da capacidade de adiar gratificações e constitui um dos fatores da formação adaptativa que ajuda a controlar vontades, corporificar o equilíbrio emocional e realizar expectativas futuras (Figueira; Lemos; Damásio, 2020).

Esse adiamento implica a capacidade de postergar a gratificação imediata e persistir em comportamentos orientados a determinados resultados futuros, como escolha de recompensas melhores, embora mais tardias. Tendo experimentado a frustração, o ser humano inclina-se a estar equipado emocional e psicologicamente para enfrentamentos, desencontros, falsas realizações, desconfortos trazidos por embates; torna-se treinado, resiliente, capaz de superar tristeza ou aborrecimento e situações de estresse; possivelmente, adquire habilidade de adaptar-se, ser paciente, adiar uma gratificação (Baihé, 2020; Figueira; Lemos; Damásio, 2020). Em um ambiente de contínuos desafios e confrontos, frustrações e declínio de expectativas, a capacidade de superação do ser humano é frequentemente posta à prova de diversas formas, e a resiliência se torna competência fundamental para o bem-estar físico, psíquico e emocional das pessoas (Juliano; Yunes, 2014).

A frustração pode – e deve – desenvolver a resiliência no ser humano: “ser resiliente é dominar a dualidade da vida. É ter um pé firmemente plantado na ordem e na segurança e outro no caos, na possibilidade, no desconhecido, no crescimento e na aventura” (Baihé, 2020, p. 6). É aprender a discernir, mensurar e orientar-se com firmeza entre o real e o imaginado, o possível e o desejado, o renunciado e o invejado, o crível e o incrível, mesmo que se tenha de passar pelo aprendizado da frustração.

É preciso aceitar a vida que se tem. Amar a vida como ela se apresenta é aceitação incondicional da vida (Nietzsche, 2012). Se as redes sociais facilitam a utopia, há de se contrapor reconhecendo a realidade e valorizando o que se tem (Soares, 2017): a utopia pode parecer uma fuga, evasão para um refúgio irreal ou artificial, mesmo que, em algum momento ou circunstância, ela tenha uma fecunda articulação com a realidade, ou uma forma alternativa para a realidade.

REFERÊNCIAS

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