Sexta, 12 de Julho de 2024

Bolsonaro é indiciado no caso das joias

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
05/07/2024 as 05:52 | Brasil | Valdecir Cremon - Youtube Cremon Jornalista
O ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos 12 indiciados pela Polícia Federal, um ano depois de iniciadas as investigações da suposta venda de joias da Presidência da República. Entre assessores incluídos no inquérito estão o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O advogado Fabio Wajngarten também está na lista.

O que acontece agora


O indiciamento é a última fase de uma investigação policial. Na sequência, a PF vai enviar um relatório à Procuradoria-Geral da República, que pode encaminhar ou não denúncia ao STF. No caso de Bolsonaro todo mundo sabe o que vai dar.

Quais os crimes


Bolsonaro foi indiciado por lavagem de dinheiro e associação criminosa por ter, supostamente, participado da venda de joias recebidas como presente, em 2021. O caso envolve uma discussão que, até agora, só valeu para Bolsonaro. Ou seja, a PF, a PGR e o STF nunca viram crimes quando lula levou caminhões carregados de presentes semelhantes, e até mais valiosos, dos palácios do Planalto e do Alvorada, quando terminou seu segundo mandato.

Cofres, barracões, sítio, tríplex…


Um cofre, dois containers e dois barracões foram alugados pelo comunista, em 2011, para levar tudo o que o ganhou como presente. Até mesmo um crucifixo de ouro, dado pelo Vaticano, em 2005, foi levado pelo ex-presidiário. O sítio de Atibaia (SP) e o tríplex do Guarujá (SP) também foram dados como presente a ele, pela corrupta OAS, e lula saiu ileso. Em um cofre de banco, alugado por Luis Cláudio, o lulinha, continha dezenas de milhões de reais em jóias.

O que disse Moro


"Lula não foi indiciado por peculato por se apropriar de presentes que recebeu na Presidência. Mesmo durante a Lava Jato tudo foi tratado como uma infração administrativa dada a ambiguidade da lei. Os crimes foram outros. Há uma notável diferença de tratamento entre situações similares", disse o senador Sergio Moro (Podemos-PR), sobre a decisão da PF.

Sem ter o que fazer


Apesar do recorde de entrada de drogas no Brasil pelas fronteiras com países produtores de maconha e cocaína, em 2023, a Polícia Federal parece não ter trabalho. Ontem, agentes muito bem orientados pela direção esquerdista do órgão foram a casas e locais de trabalho de aliados de Bolsonaro em nova fase da investigação absurda de fraude em cartões de vacina do ex-presidente e familiares dele.

Cortinas de fumaça


Enquanto lula fala bobagens e faz o real ser a moeda mais desvalorizada ante ao dólar, o número de mortes por dengue passa de 3,5 mil pessoas só neste ano, a gastança desmedida passa de R$ 210 bilhões, o filho agride a esposa, janja gasta R$ 75 mil com tapetes, Haddad fala em criar mais impostos e greves pipocam, a PF é usada para criar factoides e distrair o povo.

Tarcísio é o alvo


Lula voltou a reclamar da ausência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em eventos promovidos pelo governo federal. O chororô foi durante a entrega de ambulâncias do Samu, ontem, em Salto, no interior do estado. Não foi saudade. Foi uma crítica descarada porque Tarcísio pode ser candidato a presidente em 2026.

Sem coerência


O mesmo sujeito que apoia as drogas e o aborto vai, agora, defender a família. É o presidente comunista do Brasil tentando defender seu veto contra o fim das saidinhas de presos, aprovada pelo Congresso, inclusive com a derrubada do veto. Para ele, a manutenção deste absurdo é um "princípio" de defesa da família.

Brincando com o "paiz"


O presidente que se orgulha de nunca ter lido um livro disse ontem, em Campinas (SP), que não há provas de que dom Pedro proclamou a independência do Brasil, em 1822. "Há apenas uma fotografia e uns cavalos", disse, sobre o quadro do grito da independência, de Pedro Américo. Por isso, o correto, segundo o analfabeto funcional, é reescrever a história e instituir 2 de julho como a data correta da independência.

Um bando de corruptos


Além de compor seu desgoverno com condenados e descondenados, lula passa pano para gente como Juscelino Filho, o impoluto ministro das Comunicações. Ontem, ele autorizou que o indiciado pela PF saia em férias para se defender das acusações de meter a mão em dinheiro público.

O que dizer disso:


Artistas que atuaram "de graça" na campanha pela volta do ex-presidiário ao poder, em 2022, receberam, em média, R$ 30 mil cada para fazer campanhas educativas do Ministério da Saúde, no ano passado. O gasto com eles passou de R$ 815 mil e foi autorizado pela chefe da pasta, Nísia Trindade.

Perguntinha 1


Afinal, Alexandre de Moraes - o Thor do STF - respondeu ou não à carta do Congresso dos EUA sobre seus abusos de autoridade?

Perguntinha 2


Ninguém vai fazer nada no caso de gasto de R$ 1,3 milhão do nosso dinheiro com a micareta jurídica do Gilmar Mendes (PT-STF), em Lisboa?

Perguntinha 3


A Polícia do Pará indiciou alguém do MST no bloqueio de uma rodovia, nesta semana, por onde Bolsonaro, aliados e políticos do PL foram impedidos de passar?

Perguntinha 4


A prisão ilegal e absurda de Filipe Martins, ex-secretário de Bolsonaro para assuntos internacionais, sem provas nem crimes, há quatro meses, não vai nunca gerar punições aos seus executores?

Mijando no poste


Disse Claudio Humberto: "A oposição duvida da sinceridade de lula na defesa de carne “sem impostos” para o pobre. Deputados acham que Lula quer beneficiar os de sempre: Joesley e Wesley Batista, donos da JBS."

Sabe por quê?


De picanha e cervejinha na campanha para imposto maior em carnes nobres e bebidas, agora, com a proposta de reforma tributária.
a) lula virou vegano
b) lula não bebe mais cachaça
c) lula é amigão de Wesley e Joesley

FRASE


Do advogado de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, sobre o indiciamento pela Polícia Federal no caso das joias. Ontem, na rede social X-Twitter.

"O meu indiciamento pela Polícia Federal se baseia na seguinte afronta legal: advogado, fui indiciado porque no exercício de minhas prerrogativas, defendi um cliente, sendo que em toda a investigação não há qualquer prova contra mim. Sendo específico: fui indiciado pela razão bizarra de ter cumprido a lei!"
O advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten. Foto: Arquivo/Agência Brasil
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