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Ter�a, 18 de Junho de 2024

O Dia “D” e a morte da Globalização

09/06/2024 as 08:58 | Fernandópolis | Julio Cesar
Hoje o mundo ocidental comemora o dia “D”- Operação “Overlord” que foi o desembarque das tropas aliadas na Normandia iniciando o caminho a grande vitória contra o Nazismo e Facismo em uma Europa devastada. A preocupação aliada não era só expulsar os alemães da França e de outros países invadidos, mas também chegar primeiro a Berlim, destino onde os russos se direcionaram também, pelo leste, com alto custo de vidas russas estando assim adiantados em relação às futuras nações unidas.

Nesta corrida pela chegada a Berlim começou- se a nascer o estopim para a Guerra Fria, situação que durou até o desmoronamento do sistema soviético “a Perestroika” em 1991. Desta data até hoje vivemos um modelo de geopolítica que está em plena transição. Por estarmos longe destas regiões as mudanças passam desapercebidas a muitos de nós, mas ela é grande e a história continua se repetindo em um cenário global novo de armas atômicas e um duro processo de desconstrução da globalização.

Percebendo o rumo que todas essas situações estão chegando resolvi escrever este artigo expondo meu ponto de vista, do que esperar desta nova ordem, como preparar a nossa sociedade e nossos filhos para viver em um mundo belicoso movido por interesses escusos e ideológicos.

A polarização da sociedade global entre extremos direta e esquerda, governos nacionalistas, radicais que colocam interesses pessoais e vaidades acima do bem estar do povo, principalmente dos mais pobres e fragilizados. O mundo caminha para uma segregação perigosa vista em outras épocas com a dizimação de etnias e nacionalidades. A morte do FMI, ONU e outras organizações que eram fortes e que foram enfraquecendo com o passar do tempo, se tornaram inoperantes e desmoralizadas, não conseguiram conter o ímpeto de países governados por ditadores.

A democracia, sim, corre grande risco em todos os lugares e indiferentes vieses políticos. O que nos resta é utilizarmos as armas da educação e da cultura para nos alinharmos neste novo cenário que veio para ficar. A grande verdade é que aquele sistema antigo não existe mais e a tendência é que a duras penas tenhamos que vivenciar uma nova ordem mundial em que a preocupação com a vida, o meio ambiente, a sustentabilidade e inclusão serão deixados de lado, dando espaço a ideologias egoístas, racistas, xenofóbicas e ignorantes.

Em algum momento o Brasil terá de tirar os pés dos dois barcos, se posicionar e se manter lutando pelos direitos humanos como fez contra o eixo em 1942, enviando 25.000 soldados e deixando sua marca naquela batalha, que hoje é esquecida pela fraca memória do nosso povo. Centenas de jovens brasileiros deram suas vidas em prol deste sistema que nos vemos obrigados a nos despedir.

Hoje faz 80 anos que o ato na Normandia se desencadeou, com o desembarque daqueles soldados.
Poucas testemunhas vivas temos ainda hoje daquele momento. Será que toda a luta em prol da liberdade foi em vão? Qual forma este novo cenário que está se desenhando se desenvolverá? Será que nós brasileiros estamos preparados como nação para estas mudanças? Penso que como sociedade deveríamos discutir mais sobre este assunto e se integrar mais de uma forma pró-ativa para sabermos lidar com a situação.
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