Domingo, 23 de Junho de 2024

Liberdade para matar bebês

Foto: Tom Gomes/Fotoarena
Moraes, do STF
18/05/2024 as 07:49 | Brasil | Valdecir Cremon - Youtube Cremon Jornalista
O ministro-chefe do STF, dom Alexandre de Moraes, suspendeu uma decisão do Conselho Federal de Medicina que impedia médicos de injetar drogas letais no útero de grávidas para matar bebês com gestações de mais de 22 semanas. O chefe, porém, disse que esse tipo de assassinato pode ser praticado somente em casos de estupro. Detalhe: a autorização para se igualar ao criminoso estuprador, como assassino, foi dada em atendimento a um pedido do Psol.

Prazo para matar


A decisão de dom Moraes, porém, será submetida a votação em plenário no dia 31 de maio. Até lá é permitido matar inocentes sob a alegação de que a vida deles compromete a da mãe.

Um tirano contra a vida


Com esta decisão, Moraes enriquece seu currículo com mais casos de morte. Desde o ano passado ele acumula acusações de prevaricar na morte de Clériston da Cunha, o Clezão, na masmorra da Papuda, como um preso político, e de Jéssica Canedo, que optou pelo suicídio por conta de uma onda de postagens críticas em redes sociais alimentadas por fantoches da extrema-esquerda comandados pelos portais Choquei e Mind8. Moraes não permitiu investigações sobre os donos dos portais.

Sem transparência


Autoritários e desvinculados da vida social do país, ministros que chefiam o STF tiraram do ar uma página do site oficial da corte que continha dados de gastos com viagens internacionais de funcionários. O caso, justificado apenas com a alegação de que o sistema passa por atualização, ocorre exatamente um dia depois do jornal Folha de São Paulo questionar a gastança.

Por exemplo…


O pagamento de diárias ao chefe da segurança do ministro Dias Toffoli custou R$ 99,6 mil aos cofres públicos, segundo a Folha. Marcelo Ribeiro Pires teria acompanhado o ministro em viagens internacionais para a Inglaterra e à Espanha, que duraram menos de uma semana, no mês passado.

Pega na mentira


Dilma Rousseff (PT) anunciou como um feito de seu trabalho a liberação de R$ 5,7 bilhões em crédito do Banco dos Brics para o Rio Grande do Sul executar obras de infraestrutura. O crédito, porém, foi aprovado no governo de Jair Bolsonaro, em 2022. A mentira foi descoberta pelo jornal O Estado de São Paulo e confirmada pelo ex-presidente do banco, Marcos Troyo.

Faz parte da democracia


A semana termina com a "reação" do governador que não governa nada, Eduardo Leite (PSDB), ao nomear o vice, Gabriel Souza (MDB), para chefiar ações estaduais na "reconstrução do Rio Grande do Sul". Bravo, Leite tenta se contrapor a lula, que nomeou o Montanha Pimenta para ministro tampão, entre as enchentes e as eleições de 2026. O governador quer frear o avanço de Pimenta como candidato à sua sucessão. E, logo, ambos estarão defendendo a reconstrução como parte da democracia.

Só pra lembrar


Leite nem sabia da nomeação de Pimenta. Foi pego de surpresa e está vendo sua autoridade sendo minada. Logo também verá derreter sua possível candidatura à reeleição dado à submissão do PSDB, seu partido, ao governo petista.

O Sul é meu país!


Voltou com força nas redes sociais a campanha de 2010 que pede a independência do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina na formação de um país desligado da federação hoje comandada pela quadrilha. A República dos Pampas.

Tão escandaloso quanto


O ministro Juscelino Filho ( Comunicações) se recusou a responder perguntas da Polícia Federal no inquérito que apura o uso de uma emenda parlamentar de R$ 5 milhões para asfaltar uma estrada que corta sua própria fazenda em Vitorino Freire (MA), em 2022. O depoimento foi nesta sexta-feira (17), em Brasília. Detalhe: a empreiteira Construservice, que toca a obra até hoje, é investigada por pagar propina a servidores para obter contratos no então governo de Flávio Dino (PCdoB) no Estado.

Troca-troca


O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fechou acordo com o ministro dos Impostos, Fernando Haddad, e vai aceitar o prazo de 60 dias dado pelo ministro-advogado Cristiano Zanin, na liminar que suspende a lei da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores econômicos, aprovada pelo Congresso. Em troca, lula e sua turma querem manter a saidinha de presas das cadeias, derrubada pelos deputados e senadores.

Atualização do derretimento


A Petrobras perdeu R$ 68,1 bilhões, nesta semana, com a forte queda do valor de suas ações. Foi uma reação do mercado provocada pela demissão do presidente Jean Paul Prates e a certeira ingerência do governo de lula e seus 40 no comando da empresa. Lembra o Petrolão, não é? Afinal, no primeiro trimestre deste ano, a petroleira registrou lucro de R$ 24 bilhões.

Mijando no poste


Filipe Martins, que trabalhou no governo durante o mandato de Jair Bolsonaro, continua preso "preventivamente" mesmo depois de provar, por sua defesa, que não tentou fugir do país, no final de 2022, e que viajou apenas de Brasília ao Paraná. Está preso há 100 dias. Até a PGR já pediu a soltura dele. Adivinhe quem o mantém na cadeia?

FRASE


Do deputado federal Carlos Jordy (PL-CE) sobre o andamento de um pedido de cassação de mandato de lula, agora, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

"Lula chantageia deputados para que retirem assinaturas de impeachment. Veremos quem tem preço e quem tem valor!"
Carlos Jordy, deputado federal pelo PL do Ceará. Foto: Agência Câmara
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