Sexta, 19 de Julho de 2024

Mediano semelhante a medíocre

17/10/2023 as 19:15 | Fernandópolis | Júlio Cesar
É comum encontrarmos em nossos dias profissionais o comportamento frustrado de que “sou mais ou menos”. Sem generalizar, porém, sabemos que há uma infinidade de pessoas que pensam assim. Aqueles que se frustraram na vida, com seus sonhos, por uma série de motivos, acabam desenvolvendo o pensamento de estar sempre insatisfeitos com o que têm e nunca buscam a excelência.

Infelizmente, você precisa do salário, precisa pagar as contas e, por esse motivo, se sujeita ao trabalho que está executando por puras obrigações. Desta forma, tornam-se inadequados para as empresas, para os empresários, para o comércio e onde operam. Muitas vezes vemos colaboradores que trabalham na frente do atendimento, que são considerados o cartão de apresentação do estabelecimento, que são responsáveis por atender, receber e fidelizar o cliente e, por receberem esse sentimento de desânimo, tornam-se pessimistas e emburrados.

É neste ponto que costumo dizer que o recepcionista vira “decepcionista”. Às vezes esboçam uma expressão corporal e facial de repelir o cliente. Quando o vendedor olha para o cliente com o olhar de desprezo e pensa: “Já me veio atrapalhar, ixi, estava no meu TikTok e agora vou ter que sair. Não aguento mais, chegou alguém para eu atender, vou ter que sair do WhatsApp.”

Normalmente percebemos que os empresários que iniciam um empreendimento novo fazem grandes investimentos na parte estrutural, no prédio, nas paredes, na logomarca e na mídia para divulgar o novo negócio, mas colocam para trabalhar na frente de seus estabelecimentos pessoas com essa mentalidade. Profissionais descomprometidos em posições de liderança, principalmente em atendimento direto, são problemas sérios e uma grande ameaça à evolução da empresa, destrutiva para a saúde e crescimento da mesma.

Paredes, móveis não lidam com seres humanos, e se tiverem colaboradores amargurados, aborrecidos e sobrecarregados, transferem toda essa carga para o cliente. O resultado disso será aquela famosa frase do cliente que já comentei em outra matéria: ‘Eu não volto mais neste lugar’.

Ao fazerem um processo seletivo, escolham com mais eficácia e exatidão seus colaboradores e, sobretudo, treinem-nos. Evitem indivíduos que comemoram com euforia nas sextas-feiras e lamentam pelas segundas-feiras, que têm o costume de torcer pelo fechamento da empresa, como se o naufrágio do barco não os afetasse.

Em meu treinamento chamado Cérebro Evolutivo, percebi e enfatizo aos diretores e empreendedores que o ambiente de trabalho pode ser causa de insatisfação de muitos trabalhadores. Quando o ambiente em que ganhamos não é bom, não conseguimos produzir de forma eficiente. A equipe como um todo deve estar sincronizada e, nesse ponto, a figura de um amargurado, com certeza, tira a paz e o desenvolvimento do grupo. Para reverter esse quadro, é necessário um ótimo processo seletivo, treinamento e capacitação. Treinar a equipe, despertar a motivação e levar o colaborador a ter alegria em desempenhar o trabalho que faz hoje é a chave para o crescimento do negócio.

Quanto aos que trabalham com esse comportamento, aconselho que abram suas mentes e livrem-se esses pensamentos, pois eles apenas trarão tristeza e improdutividade para suas vidas. Por mais simples que seja a função, ela precisa ser desempenhada com amor e apreço. Sabemos que quanto mais dedicação você terá ao fazer seu trabalho, mais portas se abrirão e mais crescerá no plano de carreira. No entanto, se o contrário, você sempre mudará de emprego e nunca será realizado. Não pense: ‘é o que tem para hoje’, e sim, ‘darei o meu melhor nesta oportunidade que tenho hoje’. Sempre prestando atenção aos detalhes e buscando a excelência em tudo.

Júlio César - Master Coach
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