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Quarta, 29 de Marco de 2023

Justia nega indenizao para homem que passou a noite em ressonncia

08/02/2023 as 16:06 | Brasil | G1
A Justia negou o pagamento de indenizao a um homem que acabou adormecendo durante um exame de ressonncia magntica e passou a noite dentro da mquina, acordando apenas no dia seguinte. O caso aconteceu em um hospital da Serra, na Grande Vitria, que foi processado pelo paciente.

O caso aconteceu em 2015, mas a deciso da juza da 3 Vara Cvel da Serra foi expedida no na ltima quinta-feira (2).

O homem entrou para fazer o exame s 22h30 no dia 28 de maio de 2015 e acabou dormindo durante o procedimento. S que, segundo ele, ningum do hospital apareceu para acord-lo. O homem levantou apenas s 6h do dia seguinte, por conta prpria.

Aps levantar, o homem, que estava de avental, ligou pedindo ajuda para o 190 e foi orientado a seguir at a administrao do hospital.

O paciente relatou ainda que, enquanto andava pelo hospital, encontrou uma funcionria que se assustou e fechou a porta, negando qualquer tipo de informao.

Depois, o homem encontrou com um vigilante e ficou aguardando at 8h30 para ter suas roupas de volta para poder voltar para casa.

Por causa da situao que vivenciou, o paciente entrou com um pedido de indenizao por danos morais contra o hospital no valor de vinte salrios-mnimos. A indenizao foi negada pela juza da 3 Vara Cvel da Serra.

Em sua defesa, o hospital contestou que foram passadas as devidas instrues acerca do exame para o paciente e que a mquina no colocou em risco a vida do requerente, uma vez que o aparelho de ressonncia no utiliza radiao.

Alm disso, o hospital afirmou que, por conta do horrio, o operador da mquina acreditou que o homem j havia deixado o setor.

Em um trecho da deciso, a magistrada reconhece o ato displicente do hospital requerido, mas entendeu que o autor no comprovou os fatos narrados, de maneira que pudessem ser identificados sofrimento ou angstia. Desse forma, a juza rejeitou o pedido inicial.

As testemunhas ouvidas em Juzo no relatam nenhum sofrimento ou angstia por parte do requerente, bem como no h comprovao de qualquer outra situao que pudesse agravar a situao por ele vivenciada no momento em que dormia na maca. Independente dessa situao, no h como esse juzo deixar de registrar a displicncia por parte do hospital requerido e da denunciada lide no momento da realizao do exame, eis que no tiveram o zelo necessrio para prestao dos servios. Porm, no presente caso, no existem provas concretas do dano sofrido pelo requerente, e por isso o caso de rejeio do pedido inicial, destacou a magistrada", apontou a deciso.

A Rede Meridional informou o caso aconteceu quando o Hospital Metropolitano ainda no fazia parte do grupo, e por isso, no tem relao com o caso.

O g1 tentou contato com a administrao da poca e no conseguiu um retorno at a ltima atualizao desta reportagem.
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