Sábado, 06 de Março de 2021

Greve dos caminhoneiros ainda não tem mobilização na região

23/01/2021 as 11:02 | Região | A Cidade
Quando o assunto é uma nova greve dos caminhoneiros, no âmbito nacional há entidades que reiteram intenção de paralisar a categoria e entidades que não apoiam. No caso da região de Votuporanga, não está claro se vai haver ou não paralisação.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas da região de Rio Preto, Daniel Rodrigues, ainda não há informações sobre a mobilização na região. Porém, se ocorrer o sindicato irá oferecer apoio aos motoristas.

"A greve está sendo mobilizada pelos caminhoneiros autônomos, então não passa muito por nós. Mas se ela [greve] de fato acontecer, iremos apoiar os motoristas, assim como fizemos em 2018", disse o sindicalista.

A favor

O CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), que afirma representar cerca de 40 mil caminhoneiros, reiterou a intenção de greve dos caminhoneiros no dia 1º de fevereiro "por prazo indeterminado" em caso de "esgotamento das vias administrativas de solução" para os problemas apontados pela categoria.

Se a paralisação ocorrer de fato, a CNTRC explicou que, por conta da pandemia do coronavírus, vai manter pelo menos 30% da frota circulando para prestar serviços essenciais, “garantindo o abastecimento com prioridade da quota destinada a circulação dos transportes de combustível, medicamentos, insumos hospitalares, cargas vivas, alimentos perecíveis e afins”.

Na semana passada, José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil, uma das organizações que integra o CNTRC, disse que, para evitar a greve, a categoria quer que o STF (Supremo Tribunal Federal) marque uma data para julgar a aplicação da tabela de preço mínimo do frete rodoviário.

O presidente da associação também disse que a categoria quer que a Petrobras abandone a política de equiparação dos preços dos combustíveis no Brasil aos do mercado internacional. Ele solicitou uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro para cobrar promessas, que, segundo Stringasci, não foram cumpridas na última paralisação em 2018.

Contra

Já a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) se posicionou contra a adesão a uma nova greve dos caminhoneiros.

A entidade, que tem representação legal da categoria, entende que, “apesar das dificuldades dos caminhoneiros, este não é o momento ideal para uma paralisação”, considerando a pandemia de coronavírus.
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