Sábado, 19 de Setembro de 2020

Mulher anda com cobra em carrinho de bebê e viraliza na web

16/09/2020 as 00:00 | Brasil | G1
De vez em quando, uma cobra que vive com a dona em Belo Horizonte (MG) se cansa de passear no carrinho de bebê. Nesses momentos, a mulher deixa que o animal dê uma voltinha, solta, em praças e canteiros da cidade.

Um vídeo publicado nas redes sociais, e que viralizou nesta semana, registrou um destes passeios da jiboia.

Nas imagens, uma senhora aparece tirando a jiboia de dentro de uma bolsa. Em seguida, ela deixa a cobra na grama, entre as ruas Rio de Janeiro e dos Tupis, no Centro, e fica por perto observando o bicho.

Voltinhas pela vizinhança
Em uma página em rede social atribuída à cobra, a mulher compartilha outras voltinhas em praças e academias a céu aberto.

Frequentadores do Centro de BH dizem já terem visto a cena em várias ocasiões. É o caso do comerciante Ricardo Luciano, que trabalha ali perto:

"Já vi ela dentro de um supermercado, dentro de outros mercados, e na rua também, no ponto de ônibus", lembra Ricardo.

Em seu perfil pessoal, ela relata que foi denunciada por vizinhos por ter cobras em casa, mas afirma que a documentação de todas está em dia.

Cobra como bicho de estimação?
Segundo a médica veterinária Marcela Ortiz, para se adquirir um animal como este é preciso cumprir uma série de exigências:

"Precisa comprar de um criatório legalizado. Para isso, tem que ter dois documentos: a nota fiscal de compra e o documento de origem do animal, indicando de onde ele veio. As serpentes vão ter um microchip subcutâneo, que dá para passar um leitor ,e vai ter um número que é o mesmo que vai estar no documento", explica.

Ele também faz uma ressalva: "Adquirir um animal como este tem que ter muita responsabilidade para não incentivar o tráfico desses animais".

A veterinária também destaca que o passeio com esses animais silvestres deve ser cercado de cuidados:

"Um animal silvestre exótico é muito diferente de um cão. Geralmente esses animais não gostam de sair do ambiente, estressam, podem morder, porque estão assustados, estão com medo", disse Ortiz.

O G1 entrou em contato com a dona da cobra, mas ela não quis dar entrevista.
MAIS LIDAS
É vedada a transcrição de qualquer material parcial ou integral sem autorização prévia da direção
Entre em contato com a gente: (17) 99715-7260 | sugestão de reportagem e departamento comercial: regiaonoroeste@hotmail.com