Terça, 11 de Agosto de 2020

Mesmo após morte, Dado nega afastamento de grupo de risco

22/07/2020 as 10:31 | Votuporanga | A Cidade
O prefeito de Votuporanga, João Dado (PSD) gravou um vídeo em seu gabinete em resposta a um trecho da coluna Anote Aí, do último dia 16. Nosso texto questionava se com a morte do servidor público municipal Antônio Santiago de Araújo, de 60 anos, a Prefeitura pretendia atender uma reivindicação antiga da categoria e afastar os funcionários municipais do grupo de risco e ele respondeu: não.

Segundo Dado, em 23 de março, assim que foi editado o primeiro decreto de pandemia, a Prefeitura adotou turnos alternados de revezamento, que se encerraram em 30 de abril, e não teriam se demonstrado ineficazes para estabelecer a propagação ou não do coronavírus.

“Como é um vírus que vai se disseminar por toda a população, é importante que nós nos preservemos com máscaras, higienização das mãos, evitando aglomerações e o governo tem que trabalhar exatamente para que a velocidade de propagação do vírus seja a menor possível. A gente lamenta o falecimento do seu Antonio Santiago, que não era do grupo de risco, mas infelizmente houve uma reversão, ele voltou a ser entubado e isso fez com que ele viesse a óbito, porém, esse passamento lamentável não decorreu nem de ausência de testagem de servidores, nem tão pouco de trabalho home office como motorista, não foi isso que decorreu, decorreu de uma fatalidade”, disse o prefeito.

A coluna

O Anote Aí questionado trouxe o relato de que depois da morte de um servidor da Secretaria da Educação por Covid-19, partiu da Câmara Municipal um ofício endereçado ao prefeito João Dado (PSD) pedindo estudos para o retorno do revezamento na jornada de trabalho dos funcionários públicos municipais, assim como fora adotado no início da pandemia.

A reivindicação é antiga e inclusive já foi tratada em nossas páginas quando uma servidora pediu, em uma publicação no Facebook da própria Prefeitura, que o prefeito afastasse os servidores do grupo de risco “pelo amor de Deus”.

“Prefeito, e os servidores acima de 60 anos e com comorbidades? Afaste-nos, pelo amor de Deus, enquanto é tempo. Não nos deixe junto aos contaminados sem sintomas. Preserve a nossa vida. Somos poucos, gostamos de trabalhar, servir, mas não queremos morrer tão já”, disse. Procurada pelo jornal A Cidade, a servidora não quis comentar o assunto e depois apagou a postagem das redes sociais.

A coluna questionou se agora, após a morte de um servidor, eles seriam ouvidos e a resposta foi negativa.
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