Terça, 25 de Abril de 2017
Justiça bloqueia contas de igreja.Pastor envolvido se diz "laranja" em esquema
A associação não apresentou prestações de contas referente aos recursos financeiros que recebeu do município
26/06/2011 as 00:14 | S. J. do Rio Preto | Jocelito Paganeli (Diário da Região)
A juiz da 1ª Vara da Fazenda de Rio Preto, Marcelo de Moraes Sabbag, bloqueou contas bancárias e determinou a penhora de bens dos diretores da Associação do Evangelho Quadrangular na tentativa de recuperar R$ 614,7 mil que a Prefeitura de Rio Preto repassou à entidade no período 2000 a 2006.

O dinheiro teria sido usado para a administração de creches. Porém, de acordo com a Prefeitura, a associação não apresentou prestações de contas referente aos recursos financeiros que recebeu do município. Os pedidos para o bloqueio das contas bancárias e de penhora foram feitos pela Procuradoria Geral da Prefeitura.

A Justiça já bloqueou R$ 21 mil de contas bancárias do pastor Carlos Roberto da Silva, que aparece como “conselheiro” da Associação do Evangelho Quadrangular no estatuto da entidade. Além do dinheiro, a Prefeitura indicou para penhora carros do pastor e de sua mulher, Corina, também “conselheira” da associação. O juiz acatou o pedido e deferiu a penhora dos veículos.

De acordo com indicação da Prefeitura na ação judicial, a sede da associação funciona no mesmo endereço da Igreja do Evangelho Quadrangular, no bairro Boa Vista, que é comandada pelo pastor Carlos Roberto da Silva. O advogado do pastor, José Alberto Mazza de Lima, que também atua como advogado da Igreja do Evangelho Quadrangular, negou ligação entre a igreja e a associação. “São duas instituições distintas”, disse.

Sobre o bloqueio do dinheiro e penhora de bens, Mazza de Lima apontou “equívoco” da Justiça. “Eles (o pastor e a mulher) são apenas conselheiros da associação, sem poder de mando, de gestão”, afirmou o advogado ao comentar a decisão do juiz. Dos R$ 21 mil penhorados, Mazza de Lima conseguiu a liberação de R$ 5 mil, que segundo o advogado foram bloqueados de uma conta salário que o pastor utiliza para receber aposentadoria. O advogado também tentou liberar os R$ 16 mil restantes, mas teve o pedido indeferido pelo juiz. Mazza de Lima disse que tentará, por meio de recurso no Tribunal de Justiça, impedir a penhora dos carros do pastor.
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