Quarta, 18 de Setembro de 2019
CPI investiga transporte clandestino de animais silvestres
06/09/2019 as 08:26 | Estado de São Paulo | Da Redaçao
Nesta quinta-feira (5/9) a CPI da Venda de Animais recebeu representantes das polícias para que falassem sobre os aspectos técnicos que envolvem o transporte clandestino de animais e as denúncias de maus tratos. Os convidados foram o major Emerson, do Comando de Policiamento Ambiental estadual, o perito Adriano Mari Pasquotto, veterinário da Polícia Técnico-Científica, e o superintendente Valmir Cordelli, da Polícia Rodoviária Federal. Eles trouxeram detalhes sobre cada trabalho realizado.

Cordelli comentou sobre a dificuldade em manter vivos os animais que são encontrados em transporte clandestino. "Nós combatemos o transporte de animais silvestres nas rodovias, algo que está sendo cada vez maior. Nos preocupamos em manter estes animais vivos, o que não é algo fácil devido ao estresse que o animal passa e a falta de estrutura para recebê-los após o resgate. Sugerimos que nas concessões sejam exigidos veterinários nas estradas e também espaços com viveiros para recepcioná-los. Do jeito que é, temos dificuldade em fazer estes animais sobreviverem", sugeriu.

O superintendente também comentou que, muitas vezes, os animais já são encontrados em situações degradantes. "A forma de transporte é a pior. Encontramos animais dentro de tubos de PVC ou em caixas de sapato com 30 a 40 papagaios. Destes, eles sabem que metade irá se perder, por isso transportam em uma quantidade maior, para ser rentável e ter ao menos metade deles vivos, é uma judiação", contou.

O major Emerson falou sobre as denúncias recebidas em sistemas como o DEPA (Delegacia Eletrônica de Proteção Animal). O representante afirmou que, em 2018, a plataforma recebeu cerca de 7 mil denúncias de maus-tratos somente na região metropolitana de São Paulo. Afirmou ainda que, se isso for melhor gerenciado, será possível trabalhar de forma mais eficiente com os recursos públicos.

As informações técnicas trazidas pelo perito Adriano Pasquotto, da Polícia Técnico-Científica, são sobre a competência do órgão. O representante disse que a fiscalização de pet shops e canis é feita pelo próprio município, e que a perícia do órgão é envolvida somente na parte criminal de cada situação.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado Bruno Ganem (PODE), falou sobre como as informações apresentadas vão acrescentar ao trabalho dos deputados. "Na minha visão, ficou claro que existe um empenho grande, e que existe a necessidade de ter mais estrutura. Dentro desta lógica, a CPI pode colaborar levando mais recursos. A gente tem que cobrar que as políticas e a infraestrutura para a causa animal seja retomada com urgência, porque sabemos que muitos animais estão sofrendo e precisam de respaldo", disse. Os deputados aprovaram um requerimento que convida o deputado estadual de Minas Gerais, Noraldino Lúcio Dias Júnior, para falar sobre sua atuação em casos de criação e venda de animais.

O encontro da CPI reuniu os deputados Bruno Ganem, Caio França, Delegado Bruno Lima, José Américo e Marcio Nakashima.
MAIS LIDAS
É vedada a transcrição de qualquer material parcial ou integral sem autorização prévia da direção
Entre em contato com a gente: (17) 99715-7260 | sugestão de reportagem e departamento comercial: regiaonoroeste@hotmail.com