Quinta, 17 de Outubro de 2019
Manifesto de professores causa polêmica na sessão do Legislativo
02/10/2019 as 07:05 | Fernandópolis | Da Redaçao
A falta de entendimento entre professores e vereadores provocou a suspensão da sessão ordinária da Câmara Municipal de Fernandópolis por um período de 10 minutos. Os professores chegaram a vaiar o vereador Étore Baroni que pediu paciência e ordem sobre as discussões de dois projetos enviado pelo Executivo.

Os manifestantes não aceitaram as explicações dos vereadores antes do início da sessão sobre a legalidade na tramitação do texto na casa. Dois projetos polêmicos interferem diretamente na remuneração dos professores do ensino fundamental e infantil, já que recentemente foi votado a adequação da carga horária de uma das classes, deixando de fora professores readaptados, que teoricamente não teriam direito.

Outro caso reclamado pela classe foi a falta de incorporação no salário base da diferença da carga horária, que fará diferença no momento da aposentadoria e que facilitaria para futuros governantes a exclusão do valor na folha de pagamento dos professores.

Após a suspensão da sessão, o presidente Ademir de Almeida, pediu para que o procurador jurídico do Legislativo, Thales Zaine, explicasse o tramite legal dos projetos protocolados na casa para que não pairasse dúvidas nas pessoas que estavam presentes.

Segundo ele, será emitido um parecer jurídico sobre os projetos e as comissões permanentes do Legislativo analisarão cada matéria na próxima quinta-feira, dia 03. Se os projetos estiverem aptos, não havendo dúvidas sobre o texto e que não necessite de novas informações da Prefeitura, os projetos poderão ser votados na próxima terça-feira, dia 8.

Depois das explicações do jurídico, professores esvaziaram o plenário da Câmara Municipal de Fernandópolis.

No tema livre, o vereador João Pedro se manifestou com indignação, repudiando a atitude dos professores responsáveis pela a educação, e falta com ela (educação) em uma casa de leis. "É um absurdo. Não estou mencionado todos os professores e sim uma parte da classe. Infelizmente tem os bons e maus”.

“Essas pessoas são as que educam nossos filhos e netos. São pessoas (filhos e netos) que estarão aqui amanhã. Não sabem respeitar o direito de ficar calados. Não posso me calar e não demonstrar o meu repúdio a alguns. Respeito e educação cabem em qualquer lugar, dentro dessa casa não é lugar de teatro”, declarou.

No aparte, o presidente Ademir de Almeida apoiou a fala de João Pedro Siqueira.
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