Terça, 14 de Julho de 2020

Mulher que sofreu traumatismo ao ajudar servidor pede indenização

03/06/2020 as 08:11 | Votuporanga | A Cidade
Uma mulher que sofreu graves lesões no crânio ao ajudar um funcionário da Prefeitura de Votuporanga na limpeza de uma galeria pluvial, na rua Tocantins, no bairro Patrimônio Novo, entrou com uma ação na Justiça pedindo indenização por danos morais. O caso aconteceu no dia 22 de maio de 2019, mas só agora a família decidiu ingressar com o processo.

De acordo com a ocorrência policial da época, a cabelereira A.K.K., que possui um estabelecimento comercial na rua Tocantins, acionou a Prefeitura para que fosse realizada a limpeza de um bueiro existente em frente ao local.
Conforme consta na ocorrência, um funcionário da Administração Pública foi até a rua Tocantins com um caminhão pipa para fazer o trabalho. Sem a companhia de outro servidor, o homem desenrolou a mangueira de água, colocou na galeria pluvial e solicitou que a vítima o auxiliasse, segurando a mangueira.

De acordo com o boletim, a mulher atendeu o pedido. O servidor ligou o sistema de emissão de água, no entanto, ao acionar, este provocou forte pressão na mangueira, então a vítima foi arremessada de costas contra o solo, resultando em graves ferimentos na região da cabeça e corpo.

Após o ocorrido, segundo os autos do processo, o servidor teria informado ao marido da vítima que não era do setor responsável pela limpeza, e que teria sido designado pelo seu encarregado para realização do serviço, já que não havia nenhum outro servidor naquele momento.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e levou a cabelereira para que fosse realizado atendimento na Santa Casa de Votuporanga, onde ficou internada por três dias. Por meio de exame de tomografia lá realizado, ficou constatado que a mesma sofreu fraturas no crânio (fratura occipital à direita, se estendendo para o côndilo occipital homolateral).

Em decorrência das lesões sofridas, segundo o processo, sofreu sequelas de caráter irreversível ao passo que perdeu o olfato e o paladar permanentemente o que, segundo sua defesa, além de nitidamente ter causado sequelas na vida pessoal dela, interfere em sua vida profissional, uma vez que, na qualidade de cabeleireira, utilizava seu olfato para realização de diversos trabalhos, como, a título de exemplo, no preparo de tintura.

Em razão dos danos materiais e morais a vítima pediu uma indenização de R$ 54.975,51.

Outro lado

À época dos fatos a Prefeitura de Votuporanga disse que abriria sindicância para apurar o que ocasionou o acidente. O jornal A Cidade procurou a Prefeitura para saber se a sindicância foi de fato realizada e qual o seu deslinde, mas até o fechamento desta edição ela não se manifestou. A Administração Municipal também não se posicionou sobre o processo.
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