Segunda, 25 de Maio de 2020

Deputado Pinato pode propor CPI contra Ministro da Educação

22/05/2020 as 07:48 | Brasil | Da Redaçao
O deputado federal Fausto Pinato (PP/SP) cogitou propor uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as ações do ministro da Educação Abraham Weintraub, decorrente de possíveis favorecimentos do governo a outras instituições de ensino superior, com interesses rasteiros e mal intencionados com a possibilidade de fechamento da Universidade Brasil em Fernandópolis.

Pinato também defendeu investigação nas atuações do MEC contra a universidade, cancelando cursos e até mesmo retirando número de vagas em alguns cursos.

“Estou para defender a pessoa jurídica que é a Instituição e não os atos criminosos que pessoas fizeram dentro dela. Defendo o trabalho importantíssimo realizado pelo procurador da República em Jales, Carlos Alberto dos Rios Junior e do delegado da Polícia Federal, Cristiano Pádua da Silva, que estão nas suas funções de buscar a verdade e sobre as fraudes”, disse.

Para o parlamentar, alunos, funcionários da Universidade Brasil e até mesmo a cidade de Fernandópolis não podem ser prejudicados com algumas decisões proposta pela MEC.

"O objetivo é apurar denuncias de perseguição de instituições de ensino superior que não fazem parte do grupo Kroton. A mídia divulgou amplamente que entre os servidores estratégicos do MEC estão dois sócios do escritório de advocacia COVAC que atende aos interesses de grandes grupos educacionais. Além disso, a omissão do Ministro e seu secretário da SERES, que de forma arbitrária deixam de cumprir sua função administrativa regulatória educacional, tomando medidas abusivas e omitindo-se a praticar atos que preservem os alunos e os professores dessas instituições. Chegou ao meu conhecimento que existem mais de 400 processos com decisão do CNE (Conselho Nacional de Educação) que não foram homologadas pelo Ministro sem nenhuma fundamentação, prejudicando todo o sistema educacional do País. Além disso, surge agora na imprensa que o Ministro teria utilizado de um servidor do MEC com dedicação exclusiva para advogar em seus processos particulares. Esse ministro não está à altura do governo Bolsonaro e tampouco da Ministério da Educação", finalizou Pinato.
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