Segunda, 30 de Março de 2020

Coronavírus: paulistas relatam caos e medo na Itália

26/02/2020 as 16:15 | Mundo | SBT Interior
A chegada do novo coronavírus na Itália provocou um verdadeiro caos no país europeu, assim como em determinados lugares da China, Japão, e outros países com registros de mortes por conta da doença.

O avanço da doença provocou o fechamento de museus, mercados, escolas e obrigou o país a adotar medidas extremas para tentar evitar que mais casos sejam registrados. O país já tem mais de 250 casos e 11 mortes confirmadas pelo novo coronavírus.

A reportagem do sbtinterior.com ​conversou​ com paulistas que estão no país da Bota e os relatos impressionam.

"Está parecendo a Terceira Guerra Mundial. Eu moro em Livorno, na região da Toscana. A escola da minha filha está fechada desde quinta-feira (20), os supermercados estão vazios, sem pão, macarrão, leite, água. Não temos nenhuma posição do governo italiano, as estradas estão vazias, correios não funcionam, os hospitais não te atendem mais se você não faz um exame que comprove que você não esteja infectado", disse a artesã Gabriella Brovino Campos. "Espero que tudo isso melhore o mais rápido possível porque a gente como estrangeiro, tem medo fora do nosso país, se nos acontece alguma coisa", conti​​nuou.

Já a escriturária fiscal Ana Carolina Moda, que é de Araçatuba, está em Anzio, na região central do país. Ela foi até a Itália para tirar a cidadania e disse que recebeu recomendações para evitar algumas atividades.

"O surto está na região norte. Anzio fica na região central. A orientação que nós tivemos foi para evitar passeios turísticos na região de Roma, Milão e Veneza, onde há maior fluxo de pessoas. É uma forma da gente se prevenir e prevenir as pessoas com quem a gente convive", explicou.

O medo do avanço da doença também tornou-se rotina para Milton Stefanoni, que morava em Araçatuba.

"A doença aumenta a cada dia. Todo mundo está dentro de casa, encolhido. Não tem mais comida e água nos mercados. Está todo mundo com medo. As pessoas não saem mais de casa, só o essencial", contou ele. Stefanoni, atualmente, mora em Civitanova Marche, na província de Marecata, no centro do país.

"Não há mais álcool em gel, máscaras, luvas nas lojas. Estamos todos preocupados com essa situação", disse o assistente de assessoria esportiva, Carlos Henrique Bontempo Barbosa, que está em Udine.

MILÃO DESERTA

A cidade de Milão está praticamente deserta, há escolas e museus fechados, e parte da cidade parada.

A direção de saúde regional aconselhou as pessoas a ficarem em casa e, se possível, trabalhar de casa.

O cenário na Itália piorou hoje, com as autoridades anunciando 30 novos casos nas duas regiões mais afetadas: Lombardia e Veneto. Entre os novos infectados estão crianças.

Em Lombardia, região onde fica a cidade de Milão, os casos subiram para 259, com quatro crianças entre os infectados. A criança mais nova é uma menina de quatro anos.

Já em Veneto, o número de doentes aumentou para 58.

Os casos confirmados em todo o país são mais de 350 e o número de mortos mantém-se em 11. Todas as vítimas eram idosos, e a maioria tinha outros problemas de saúde.
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